Quando a liberdade de expressão da extrema direita esbarra na lei

05/04/2019 – 16:02
O direito à liberdade de expressão, fruto do Iluminismo nos séculos XVII e XVIII, tem sido apropriado pela extrema direita para propagar ideias que esbarram, com frequência, na lei. Em nome daquele que é um dos princípios fundamentais da Declaração Universal dos Direitos Humanos, políticos e militantes se autorizam a questionar fatos históricos, elogiar carrascos e difundir teorias, muitas vezes delirantes, a respeito de acontecimentos sobre os quais a Justiça já deu a última palavra.
Afinal, há limites à liberdade de expressão? A eterna discussão retorna regularmente à Europa, como quando o líder da extrema direita francesa Jean Marie Le Pen questionava a existência de câmaras de gás na Segunda Guerra Mundial, ou após o humorista Dieudonné se solidarizar a um terrorista que atacou um mercado judaico em Paris, em 2015.

No Brasil, o tema veio à tona nas últimas semanas, com a tentativa de o presidente Jair Bolsonaro e seus aliados revisarem a história da ditadura e enaltecerem a atuação dos militares. Ou quando Bolsonaro e seu chanceler, Ernesto Araújo, afirmaram que o nazismo foi um movimento de esquerda, ao contrário do que atesta a literatura mundial sobre o período.

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