Por que o crime de Brumadinho também é um caso de racismo ambiental

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28/04/2019 – 10:18
Relatório analisa poder de influência da Vale e como se relaciona com a tragédia que ocorreu em Minas Gerais

Um estudo do perfil de raça e renda da população afetada pelo rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (MG), há três meses, indica que os maiores afetados pela tragédia foram a população negra e de baixa renda.

Na área atingida pelos primeiros quilômetros do caminho do rejeito, 63,8% da população era de não brancos. Esse índice é superior às médias da população municipal (52,5%) e estadual (54,6%). Nas áreas indicadas como as que têm populações e residências mais atingidas, os percentuais são ainda maiores. Em Parque Cachoeira, não brancos chegavam a 70,5%.

Já a renda média na região, em 2010, ano de realização do último censo, era de R$ 475,25; ou seja, 7% a menos que o salário mínimo do período.

Os dados constam no relatório Minas não há mais: avaliação dos aspectos econômicos e institucionais do desastre da Vale na bacia do rio Paraopeba. O documento foi lançado em abril por um grupo de oito pesquisadores de diferentes universidades do país.

O Brasil de Fato conversou com o pesquisador Lucas Magno, professor no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais e integrante do PoEMAS, o grupo multidisciplinar e interinstitucional que realizou a pesquisa. Por causa da análise, o pesquisador afirma que é possível dizer que a tragédia também foi um caso de racismo ambiental.

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