No Rio, parlamentares negras enfrentam racismo propondo políticas públicas

fonte: Facebook

16/04/2019 – 09:07
Em dois meses, três deputadas foram barradas na Alerj e no Congresso; PL visa formação antirracista para servidores

Desde fevereiro, quando tomaram posse como deputadas estaduais, a rotina de trabalho de mulheres negras na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) é marcada por “constrangimentos”. Nos espaços de poder e decisões importantes, dominado historicamente por homens brancos, Dani Monteiro (PSOL), é categórica: “Corpos negros e femininos não são bem-vindos aqui”.

Só neste ano, três deputadas negras foram impedidas de usar o elevador exclusivo ou acessar entradas na Alerj, no Tribunal de Justiça (TJ) e até no Congresso Nacional. A deputada federal Talíria Petrone (PSOL) relatou nas redes sociais que foi barrada durante vários dias, inclusive no plenário do Congresso, em Brasília (DF).

“Eu uso broche e vou às sessões, como todo parlamentar. É difícil pra eles entenderem, mas nós, mulheres pretas, somos tão deputadas quanto os outros. Não aceito esse tipo de tratamento”, escreveu.

No Rio, apenas cinco dos 67 parlamentares em exercício até 2023 são mulheres negras. A jovem deputada Dani Monteiro, de 27 anos, cumpre o primeiro mandato e já teve seu carro pichado com mensagens intimidadoras no estacionamento da casa legislativa. No dia seguinte, ela registrou queixa na delegacia, no setor de segurança e também na presidência da Alerj. Aquele, porém, era seu primeiro dia de trabalho.

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