Márcia Kambeba: A escritora indígena que luta pelo direito do seu povo através da escrita

divulgação (Facebook)

“Na minha luta sou: cantora, compositora, contadora de história, fotógrafa, poeta, palestrante de assuntos indígenas, atriz, locutora, professora, ativista da causa indígena e trabalho de levar pela literatura informação em um movimento cultural autoral”. Ufa! Essa é Márcia Wayna Kambeba, mulher indígena Omágua/Kambeba, e, se você não a conhece, pedimos que siga lendo esse perfil pois essa é uma daquelas histórias de mulheres inspiradoras que devemos conhecer.

Kambeba, através da escrita, conquista cada dia mais espaço na literatura brasileira e relata vivências do seu povo em seus poemas, o que ela chama de um trabalho “litero-musical”. Em entrevista para Extraordinárias, a escritora fala sobre o seu envolvimento com a literatura, o papel da mulher indígena dentro e fora da aldeia, os avanços e o que ainda é uma luta diária.

“(…) Ouve agora o que tenho a te falar,
Não sou “índio” e venho mostrar,
A palavra certa a pronunciar,
Povo, etnia, é como deves chamar.

“Índio”, eu não sou!
Sou Kambeba, sou Tembé,
Sou kokama, sou Sateré,
Resistindo na raça e na fé”

(Índio eu não sou. KAMBEBA, Márcia, 2014)
Trecho retirado do site Recanto das Letras, onde o poema encontra-se na íntegra.

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Extraordinárias: Quem é Márcia Kambeba?
Márcia Kambeba: Márcia Kambeba é uma indígena que desde pequena aprendeu com a avó indígena Kambeba a gostar de poesia. Aprendi ainda criança a reexistir na afirmação de ser quem sou. Vi minha avó enfrentar várias situações de lutas. Ela era na aldeia que nasci Belem do Solimoes do povo Tikuna uma pajé, curava com ervas, tinha visões, era muito respeitada. Nasci em uma aldeia de um outro povo os Tikuna convivi na aldeia até os quase nove de idade, então, fomos morar depois em São Paulo de Olivença município do Alto Solimoes, essa cidade foi outrora uma grande aldeia do meu povo Kambeba. Minha avó dizia sempre que eu estudasse mas sem esquecer de onde vim. Então, cresci sabendo que precisaria fazer o caminho de volta. E foi quando decidi fazer Geografia, depois mestrado e aí comecei a escrever poesias numa intenção de contribuir com as escolas e a educação. Meus poemas buscam informar e chama para um pensar crítico e reflexivo sobre a cultura dos povos indígenas.

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