Mais de 600 cientistas pedem que UE pressione Bolsonaro contra desmatamento no Brasil

pixabay

30/04/2019
Os pesquisadores sugerem utilizar as negociações comerciais para obrigar o Governo brasileiro a respeitar o meio ambiente

Um grupo a mais de 600 cientistas europeus e 300 organizações indígenas pediram à União Europeia que aproveite as atuais negociações comerciais com o Brasil para pressionar o Governo de Jair Bolsonaro a respeitar o meio ambiente e os direitos humanos.

A carta aberta, publicada em 25 de abril na revista Science, afirma que a UE gastou mais de 3 bilhões de euros em ferro brasileiro em 2017, “apesar dos perigosos padrões de segurança e do enorme desmatamento provocado pela mineração”. Só em 2011, segundo eles, a UE importou do Brasil quantidades de carne e alimento para gado associados a uma desflorestação de mais de 1.000 quilômetros quadrados, uma superfície “equivalente a mais de 300 campos de futebol por dia”.

O ultradireitista Bolsonaro chegou à Presidência do Brasil proclamando que acabaria com “o ativismo ambiental” e com a “indústria de demarcação” de terras indígenas. Os 600 cientistas pedem à UE que “aproveite esta oportunidade” para derrubar as piores promessas do presidente brasileiro. Já em outubro, Bolsonaro anunciou que não tiraria Brasil do Acordo de Paris contra a mudança climática, apesar de ter prometido que o faria. Abandonar o pacto ambiental implicaria perder certificados internacionais de qualidade essenciais para as exportações de seu setor agrícola.

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