Indígenas denunciam o desmonte da saúde pelo governo Bolsonaro

19/04/2019 – 14:09
Com dois terços de vagas do Mais Médicos sem profissionais e cortes de recursos, indígenas lutam por atendimento

Piatã Pataxó é agente indígena de saúde (AIS) na aldeia Gurita, município de Prado (BA). O ano de 2019 começou com dificuldades pra ele. O salário, no valor de um mínimo, atrasou por três meses. Não só o dele, mas de todos os funcionários ligados ao Distrito Sanitário Indígena da Bahia. De motoristas a auxiliares de limpeza.

Além disso, as camionetes usadas para fazer o transporte entre a aldeia e o polo base de saúde que fica no município vizinho, Itamaraju, estão encostadas por falta de combustível.

Mas ainda que combustível existisse, não adiantaria sacolejar os 58 quilômetros de estrada de terra em busca de um atendimento de saúde, porque não seria possível encontrar um médico para atender os pacientes. Já há alguns meses é preciso ir até Teixeira de Freitas, município que fica a 180 quilômetros da aldeia, para encontrar um profissional médico.

Piatã explica o que isso significa na rotina de um agente indígena de saúde: “Eu tive dois casos de AVC dentro da comunidade e a gente tá com toda essa dificuldade para poder locomover esse pessoal pra fazer fisioterapia, pra fazer esses acompanhamentos que é devido. Eu sei a dificuldade que eu passei pra fazer o deslocamento desse pessoal pra chegar até Teixeira de Freitas. Ou a gente procura um carro particular e paga 300 reais pra levar a pessoa lá ou a pessoa morre”.

“Médico brasileiro não quer ficar nem 10 dias na aldeia”

As dificuldades não são exclusividade dos pataxós. …

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