Gabinete de crise denuncia ‘terrorismo e direitos violados’ em barragens da Vale

divulgação

16/04/2019 – 10:59
Instituição da sociedade civil criada para acompanhar desdobramentos da crise das barragens denuncia que populações vivem dias de incertezas desde o rompimento do barramento em Brumadinho e cobra cronograma da Vale para o que deverá ser feito

A forma como a mineradora Vale lida com as populações que podem ser atingidas pelo rompimento de suas barragens constitui uma forma de “terrorismo e viola direitos”. A afirmação é do Gabinete de Crise – Sociedade Civil criado por ambientalistas e ativistas para monitorar as ações da empresa, do setor minerário e do poder público após o rompimento da Barragem 1 da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, na Grande BH – a tragédia deixou 229 mortos e 48 desaparecidos até o momento. “Há três meses, as barragens estavam estáveis e garantidas.

Após o rompimento de Córrego do Feijão, ninguém mais tem certeza. As sirenes tocam quando o alerta está em nível 2 (barragem instável, com perigo de rompimento), quando está em nível 3 (risco iminente de rompimento), as pessoas são removidas, deixam suas casas, escolas e trabalhos”, afirma o presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas (CBH-Rio das Velhas), Marcus Vinícius Polignano, também membro do Gabinete. “A insegurança é muito grande. A incerteza gera esse terrorismo. Pessoas ficam sendo conduzidas a hotéis, como se isso resolvesse a sua vida. Quando essas pessoas terão informações sobre a sua situação? Não tem cronograma de nada. É preciso que a Vale mostre o que vai ser feito”, completa.

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