Decisões do governo Bolsonaro mostram que crime ambiental compensa

Mariana – Foto: Ibama

21/04/2019 – 09:06
Para organizações ambientais, declarações recentes do presidente e do ministro e mudanças em órgãos ligados ao tema são parte de desmonte nas políticas públicas.

Declarações recentes do presidente Jair Bolsonaro e do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e as medidas tomadas pelo governo em relação ao tema desde janeiro abrem caminho para a propagação de crimes ambientais, na análise de três ambientalistas ouvidos pelo HuffPost Brasil.

Na avaliação de integrantes do Greenpeace, do SOS Mata Atlântica e do Observatório do Clima, há um desmonte nas políticas públicas que pode ter como impacto desde tragédias urbanas a dificuldades no comércio exterior.

Nesta semana, em uma continuidade do discurso de campanha, Bolsonaro voltou a criticar o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). Disse que “é um órgão muito mais aparelhado do que o Ministério da Educação”. O presidente também criticou ONGs (organizações não governamentais) e ameaçou cortar a diretoria da Funai (Fundação Nacional do Índio).

Os ataques também se destinam ao ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade). Na última segunda-feira (15), o presidente da organização, Adalberto Eberhard, pediu demissão 2 dias após o ministro Ricardo Salles ameaçar investigar agentes do órgão ambiental em um evento com ruralistas.

O governo discute a possibilidade de fusão do Ibama e do ICMBio. O primeiro cuida da fiscalização e licenciamento de empreendimentos e o segundo atua nas unidades de conservação ambiental e tem função educativa também.

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