Cratera de empresa da Vale debaixo do mar gera conflito com pescadores em Santos

02/04/2019
Cava subaquática reúne camadas de sedimentos com resíduos tóxicos da região de Cubatão; população, ambientalistas e MP dizem que projeto polui o mar e põe em risco saúde dos moradores

  • Segundo o MP, obra iniciada em 2017 usa licenciamento feito para outra obra, dez anos antes; estudos de impacto ambiental estavam vencidos
  • Pescadores reclamam do aumento da poluição e falta de peixes

Iniciada em 2017, a cava é um buraco com diâmetro maior do que o estádio do Maracanã e 25 metros de profundidade, escavado pela empresa VLI Multimodal S.A. debaixo das águas do estuário de Santos, ambiente aquático de transição entre o rio e o mar onde se localiza o porto mais movimentado do Brasil. O local onde a cava foi construída é chamado de Largo do Casqueiro e pertence à União.

Em si, a obra parece uma solução fácil para abrigar todo o sedimento dragado do canal de Piaçaguera, onde fica o Terminal Integrador Portuário Luiz Antônio Mesquita, de propriedade da empresa Ultrafertil, mas controlado pela VLI, empresa fundada em 2010 pela Vale para reunir todas as atividades de carga da mineradora: transporte em ferrovias, terminais e portos.

O canal de Piaçaguera desemboca no estuário de Santos. A obra em andamento busca aprofundar o canal, que tem cerca de 10 metros, para 15 metros, permitindo que navios maiores cheguem ao porto da empresa.

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