Caveirão voador é usado como plataforma de tiro, dizem moradores

18/04/2019
Em outubro de 2018, o então secretário estadual de Segurança do Rio, general Richard Nunes, baixou a Instrução Normativa Seseg nº 03, visando orientar as operações policiais em “áreas sensíveis”, ou seja, nas comunidades densamente povoadas do Rio de Janeiro onde se dão tiroteios rotineiros entre policiais e traficantes.

Essa foi a primeira vez que uma instrução normativa tratou do disparo de tiros a partir de helicópteros, teoricamente utilizados como suporte às equipes em terra. Quatro meses antes, um menino de 14 anos, Marcos Vinicius, havia sido morto pelas costas com um tiro quando retornava da escola durante uma operação policial, criticada por organizações de direitos humanos por utilizar helicópteros para fazer disparos – segundo os moradores, em direção das pessoas que ali vivem. Foi quando surgiu o apelido sinistro para o helicóptero policial, “caveirão voador”. Naquele momento a polícia dizia que ninguém havia sido “atingido por tiros vindos da aeronave empregada na operação da Maré”.

Em março deste ano, a imprensa publicava depoimentos de moradores do Alemão que repetiam o que vinha sendo dito desde a morte de Marcos Vinicius: os helicópteros estavam sendo utilizados como plataforma de tiros, e não como apoio aos policiais em terra. Mais: o artigo 7o da Instrução Normativa 03, emitida pela Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro, passou a respaldar, na prática, os disparos aéreos nas operações policiais. …

  • “Na prática, instrução legitima o tiro embarcado”, diz defensor público
  • Sete operações com disparos aéreos já ocorreram neste ano
  • Moradores do Borel enfrentaram 45 minutos de tiros vindos do alto

Agência de Jornalismo Investigativoleia mais A Pública …

Please follow and like us:

Link permanente para este artigo: https://brasildemocratico.net/site/caveirao-voador-e-usado-como-plataforma-de-tiro-dizem-moradores/