Banco Mundial tem em Bolsonaro um aliado no ataque às terras indígenas

Em abril de 2018, protesto de divulgação
indígenas em Brasília pediu respeito à demarcação de terras

16/04/2019 – 13:00
Centro de pesquisas britânico denuncia “receptividade assustadora” do governo brasileiro à privatização de terras públicas e indígenas

O Banco Mundial realiza um ataque global sem precedentes às terras públicas e consuetudinárias, isto é, aquelas atribuídas pelos costumes a exemplo das áreas indígenas e a escalada da instituição encontra uma “receptividade assustadora” no Brasil, alerta o centro de pesquisas britânico Bretton Woods Project. A pressão pela privatização está estabelecida no projeto Enabling Business Agriculture (Capacitando a Agricultura Empresarial) que prescreve reformas de políticas para facilitar o acesso à terra para o agronegócio às custas de agricultores familiares, pastores e povos indígenas em troca de concessão de crédito pela instituição. Os detalhes estão na análise intitulada The highest bidder takes it all: The World Bank’s new scheme to privatise land in the Global South (Quem der o maior lance leva tudo: o novo esquema do Banco Mundial para privatizar terras no Sul Global), publicada neste mês no site do BWP.

O Banco Mundial sugere que os países de baixa renda não gerenciam aquelas terras de maneira efetiva e recomenda a sua privatização. Os governos devem se tornar corretores de terras públicas e indígenas com “alto valor econômico potencial” para os interesses privados, de modo que possam ter seu “melhor uso”.

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