A evangelização dos índios e a transição religiosa entre os povos originários

17/04/2019 – artigo de José Eustáquio Diniz Alves
O dia 19 de abril é conhecido como o “Dia do Índio”. Mas os indígenas, que chegaram às Américas há cerca de 13 mil anos e se espalharam pelo continente nos milênios seguintes, não têm nada a comemorar. O mundo indígena entrou em colapso após a chegada dos europeus, com Cristóvão Colombo, em 1492, e Pedro Álvares Cabral, em 1500. Os sobreviventes vivem em situação de miséria, discriminação e abandono.

Como mostrou Jared Diamond, no livro “Armas, germes e aço: os destinos das sociedades humanas”, os colonizadores espanhóis e portugueses saquearam as civilizações antigas das Américas – contando com a participação decisiva da hierarquia católica – e provocaram um genocídio dos povos que, vindo da Ásia, habitavam o continente durante milênios.

Na mentalidade colonizadora, contra os índios hostis, foi aplicada a ideia das “guerras justas”. Para tanto se recorreu ao imaginário de práticas indígenas bárbaras, tais como o canibalismo, a poligamia, etc. A difusão da cruz e da mensagem bíblica entre as populações indígenas era uma necessidade essencial na legitimação da conquista do selvagem vivendo em uma sociedade dita “sem fé, sem lei e sem rei”.

O contraste mais acentuado ocorre nas áreas rurais (onde moram a maior parte da população indígena e a menor parte da população não-indígena). Na região Norte, que tem o maior número de indígenas, a REC passou de 20% para 60%, isto quer dizer que havia 20 índios evangélicos para cada 100 índios católicos em 1991, passando para 60 índios evangélicos para cada 100 católicos em 2010. …

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