1964: O Brasil não estava à beira do comunismo, diz historiador

01/04/2019
O golpe militar que mergulhou o país num de seus períodos mais sombrios completa hoje 55 anos. Neste aniversário do golpe que durou de 1964 a 1985, a Pública entrevista o historiador Rodrigo Patto Sá Motta, doutor em história pela USP e professor do Departamento de História da UFMG, autor da obra Em guarda contra o perigo vermelho (2002), que aborda o anticomunismo no Brasil entre 1935/37 e 1961/64.

Patto, que também é autor de As universidades e o regime militar, faz duas provocações ao longo da conversa, a primeira: “Se o regime político instaurado em 1964 era popular e tinha apoio majoritário da população, por que diabos necessitou de mecanismos autoritários para se manter no poder?”. E a segunda: “Consideremos por um momento, apenas para construir raciocínio hipotético, que havia séria ameaça comunista e a intervenção militar visava defender a democracia contra o totalitarismo (reitero que considero tais argumentos sem fundamento). Se assim fosse, qual a justificativa, então, para terem instalado uma ditadura e se aboletarem no poder durante duas décadas? Porque não entregaram o poder aos civis depois de derrotada a “ameaça”?”.

A seguir, o historiador explica em detalhes as batalhas de memória e historiográficas em torno do golpe e da ditadura, caso do vídeo pró-golpe divulgado ontem pelo Planalto em que se descreve o período como um “tempo de medos e ameaças”, em que os “comunistas prendiam e matavam seus compatriotas”.

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